
Uma pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas, mostrou que um em cada quatro brasileiros até 17 anos está fora da sala de aula. O estudo revela também que a maioria dos jovens abandonam os estudos por não gostarem da escola e não por necessidade, como trabalhar, como se pensava.
O maior percentual de crianças e jovens matriculados está no estado do Rio de Janeiro. O menor índice está no Acre, bem abaixo da média nacional.
A pesquisa da Fundação Getúlio Vargas também levou em consideração as faltas e a jornada escolar. É no Distrito Federal que os estudantes passam mais tempo no colégio: quase cinco horas por dia, o mínimo recomendado, mas a média nacional é inferior a quatro. Os alunos de lá tiveram as melhores notas no exame, que avalia a qualidade do ensino médio.
O estudo revela os motivos que levam os jovens a abandonarem o ensino. A necessidade de trabalhar não é o principal. Quase metade dos jovens entre 15 e 17 anos, fora da sala de aula, abandonou os estudos porque não gostava do lugar. A escola agora está diante de um grande desafio: como atrair esses meninos e meninas de volta para a sala de aula?
"É preciso criar atratividade nas escolas, através de um conteúdo pedagógico mais identificado com a problemática deles, um conteúdo pedagógico mais eficiente em termos de colocação no mercado de trabalho, escolas técnicas, etc", sugere o pesquisador da FGV. Marcelo Neri.
A falta de espaço para o lazer fez com que Julio Cezar trocasse os cadernos pelos doces que vende na rua. “No colégio não tem nenhuma área de esportes para jogar bola. É por isso que eu não venho estudar mais”, diz o estudante.
A estudante Vânia Medeiros aprendeu que, na escola, pode sonhar com mais. "Eu não quero trabalhar em mercados, nem ser gari, essas coisas. Eu quero um futuro melhor para mim e para minha família”, declarou.
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